Cinco PMs acusados de matar líder comunitário de Águas Lindas de Goiás são absolvidos por júri popular

Unknown | 15:36:00 | 0 comentários

Jurados acolheram pedido do MP, que alegou falta de provas incriminatórias. Mulher da vítima também foi baleada, mas sobreviveu; crime ocorreu em 2000


Cinco policiais militares acusados de assassinar um líder comunitário e tentar matar a mulher dele foram absolvidos em por um júri popular realizado nesta segunda-feira (21), em Goiânia. Os crimes ocorreram em fevereiro de 2000, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Na sessão, presidida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântar, os jurados acolheram pedido do Ministério Público (MP), que alegou falta de provas incriminatórias.

Segundo a denúncia, João Elísio Lima Pessoa caiu em uma emboscada quando estava de carro junto com a esposa, Neuza Maria dos Santos. Eles haviam saído da casa de amigos quando foram interceptados. Ele levou três tiros na cabeça e morreu na hora. Já a mulher, apesar de ferida no braço, perna e pescoço, foi socorrida e conseguiu sobreviver.

Ainda de acordo com os autos, a motivação para o homicídio seria o fato de João Elísio fazer críticas à atuação da PM em uma coluna que mantinha em um jornal local. O líder comunitário almejava um cargo político na cidade e atuava no conselho de segurança comunitário.

Desde o início do processo, os acusados, José Arli Folha, Josué Alves da Silva, Rui Barbosa de Oliveira, Benisvaldo Santos Souza e Josué Antônio da Silva negaram envolvimento no crime e alegaram que estavam trabalhando em outros locais quando o caso ocorreu.

Para o MP, o relato de uma testemunha ocular – feito em um local escuro e durante muita chuva – não corresponde com o apresentado pela perícia. Ele disse que os assassinos estavam encapuzados e se posicionaram dois em cada lateral do carro de João Elísio.

A versão foi descartada, uma vez que, agindo dessa forma, os suspeitos poderiam atingir seus companheiros, mesmo que acidentalmente. O modelo do veículo citado pela testemunha que teria sido usado pelos acusados também era utilizado pela tropa na época.

Fonte: G1 – TV ANHANGUERA

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